Copa do mundo de Judô – fotojornalismo, ISO e formato de arquivo

Eu já falei sobre diversos assuntos aqui no blog, e agora quero falar um pouco sobre fotojornalismo. Quero aproveitar as recentes polêmicas sobre “RAW x JPG” e “ISO 50 x 3200″ para colocar alguns pontos importantes e relatar na prática quando a escolha tem que ser feita e nem sempre pode ser considerada “a melhor”. E justamente vale lembrar que o melhor não é único e verdadeiro, e o JPG pode sim ser melhor que o RAW ( antes de você começar a achar que eu estou errado, peço que tenha paciência que vou explicar até o fim do post….. Prometo!)
Para “ilustrar” esse post, vou contar sobre uma pauta que fiz aqui em São Paulo. Quem gosta de judô com certeza ficou sabendo que nossa cidade sediou a Copa do Mundo de Judô. E eu fui clicar para a Confederação Brasileira de Judô, o que trazia além da responsabilidade, a obrigação de ter muitas fotos, de várias lutas, além de outros detalhes. Vou restringir o assunt do post somente sobre as lutas, que é perfeito para ilustrar minhas colocações. Então vamos falar de ISO… Meu amigo Adriano Gonçalves criou uma polêmica enorme ao falar que ISO alto é ruim porque granula, mesmo nas Full-frames. Aqui entra um detalhe enorme: qual será o uso da imagem? O Adriano imprime em papel especial, fine art, grandes tamanhos. E ele não curte ruído ( nem os clientes que ele atende ). Totalmente justificável. Por outro lado meu outro amigo Allan Elly usa sem medo ISO alto e sabe até que limite pode ir. Mas vamos para minha situação…..
Quem já fotografou no ginásio do Ibirapuera sabe que a iluminação lá, mesmo depois das reformas, não é assim “uma brastemp”. Isso já cria uma limitação. E lembram o que estava rolando? Não…..não era xadrez. Era judô, um esporte que os golpes são rápidos, e ter uma velocidade de obturador que mantivesse a nitidez desejada com aquela luz precária só seria possível usando ISO alto. Nem uma 200mm 1.8 ( sim…essa lente para Canon existe! ) seria a solução com ISO 400. E antes que alguém pergunte, flash é proibido para não atrapalhar os atletas. Solução? Trabalhei com ISO entre 2500-4000, o que me permitia brincar um pouco mais com a velocidade preservando a profundidade de campo necessária. Resumindo o primeiro dilema: Algumas situações é necessário ISO alto, e não adianta ter técnica, pois é uma limitação física/matemática ( luz/sensor/lente/movimento). E em fotojornalismo a “arte” tem outra conotação, e a foto considerada “vendável” pelos editores tem muito mais a ver com contexto, momento e composição do que ruído. A grosso modo, quem repara nas capa de jornais e revistas acaba vendo fotos com muito ruído mas carregada de informação, efetivando o motivo dela estar ali. Pronto….já podem comentar sobre a primeira polêmica do post. Então vamos para a segunda….. Qual formato de arquivo usar.
Antes de começar já aviso os mais apressados: é claro que RAW tem mais qualidade, liberdade de edição e permite corrigir mais os erros do click. Mas em contrapartida exige uma conversão e um tratamento individual. Agora vamos volta a minha situação:
Estava fotografando três lutas simultâneas durante as eliminatórias, duas durante as disputas de bronze e felizmente apenas uma na disputa do ouro. Eu tinha que enviar as fotos por ftp para uma agência, que estava disponibilizando online no site. Recapitulando: na melhor das hipóteses eu estava fotografando uma luta, descarregando as fotos, selecionando, fazendo resize e subindo para o ftp. Para quem acha que dá para fazer isso em RAW, vou colocar alguns números: o JPG full da minha câmera tem aproximadamente 20% do tamanho do arquivo RAW ( uns 30mb ) Vamos imaginar 100 fotos por luta. Em JPG são 600mb, e em RAW ridículos 3Gb !!! Quanto tempo levo para descarregar, selecionar, tratar e converter 3Gb em comparação com 600mb ( lembrando que os 600mb não necessitam de conversão pois está em JPG )? Essa rapidez e praticidade que o JPG tem, em algumas ocasiões, principalmente no fotojornalismo, é imbatível. E o ganho de qualidade pelo RAW não é percebido por causa das mídias utilizadas e tamanhos de ampliações. Claro que sei quando preciso usar RAW, e seleciono ele no menu com a maior felicidade, mas também sei reconhecer quando ele passa a ter mais aspectos negativos do que positivos, e nessa hora não tenho medo do JPG. E justamente esse “medo” do JPG acaba trazendo muitos para o RAW. Grande parte dos que migram para o RAW por medo é por insegurança, já que justamente a edição e recursos do JPG permitem menos erro. Tem os que migram para o RAW porque precisam dessa flexibilidade e ganho na qualidade. E tem aqueles que fotografam em RAW sem entender a vantagem, apenas porque todos falam que é melhor. E para esses últimos, um aviso: não adianta usar RAW e converter todas da mesma forma, em um click, no LR. É praticamente igual a usar o JPG….. Leia um pouco mais sobre o formato e o que ele proporciona, e gaste um pouco mais de tempo com a edição, e verá a diferença.
Bom, falei do ISO e do RAW, e faltou um complemento contando sobre o Judô. Lembra que mencionei o tamanho dos arquivos? Então vamos a outro detalhe, que muitas vezes passa despercebido.
Eu estava com duas câmeras com grip, três lentes, dois flashes, pilha, bateria e um monopé. Esse era só o equipamento de fotografia. Ainda precisaria de um notebook, fonte e modem 3G. Nesses casos levar o iPad e fazer tudo por ele é muito melhor, já que o tamanho, peso, 3G embutido e duração da bateria juntos fazem ele o parceiro ideal do fotojornalista. Poderia ter levado um notebook ? Sim…. Mas tem os pontos negativos que já mencionei. Acho que poderia continuar o post, agora falando sobre iPad x Notebook, mas chega de polêmica por hoje. E como quis mostrar, para mim não tem o certo ou errado, apenas situação mais apropriada para determinado recurso. E você, usa sempre RAW ou JPG ? ISO alto ou baixo ? Deixe sua opinião! E para finalizar, uma foto do celular mostrando eu na área de imprensa. :)).

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Guto Marcondes – fotografia
Twitter: @gutomarcondesbr

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Evento corporativo – Foz do Iguaçu – considerações para fotógrafos que viajam

Cataratas em foz do Iguaçú - foto: Guto Marcondes

Olá amigos fotógrafos e leitores ! Hoje esse post será especial, pois vai tratar de um assunto delicado envolvendo o fotógrafo, seu equipamento e a aduana. Vou contar a minha experiência e todas as informações que consegui reunir antes da minha viagem para evitar dor de cabeça.

Vou começar contando um pouco sobre o motivo da minha viagem: Fui contratado para fotografar o congresso anual de uma associação que envolve altos executivos. Esse congresso seria realizado em Foz do Iguaçu, e para quem não sabe, Foz fica na tríplice fronteira, que engloba Brasil, Argentina e Paraguai. Justamente por esse motivo, é o destino preferido das pessoas que querem aproveitar a viagem para fazer compras com preços convidativos. Então eu já sabia que a fiscalização na aduana seria total, e que o fato de eu estar com muitos equipamentos poderia me trazer dor de cabeça. Resolvi então começar uma extensa pesquisa sobre as novas normas de viagem, a extinção da Declaração de Bagagem e outros detalhes. Encontrei informações diversas e desencontradas, inclusive dos fiscais que pude conversar em outras situações.

Com toda essa confusão gerada e essa “desinformação”, juntei todo o equipamento que precisava e fui para Foz. Na ida, não há problema. A volta é que é mais complicada, porque oo Aeroporto de Foz é diferente. A sala de checkin é interna, e logo após fazer o checkin você entra em uma fila do raio-X, mas não é o de segurança, e sim o da aduana. Claro que quando eu vi isso já sabia que seria parado. Chega a minha vez, coloco a mala com as roupas e em seguida a mala com os equipamentos. Mal ela entra no raio-X e a esteira é paralizada. Fica assim uns segundos e volta a funcionar. Vou do outro lado retirar a bagagem e junto comigo chega uma fiscal da aduana, que gentilmente ( verdade, ela foi gentil e não estou sendo irônico ) pede para que coloque a minha mala no balcão e abra. Pergunto se é a mala maior ou a menor, e ela pede a maior ( que é a de roupas ). Nessa hora ainda pensei que eles tinham assustado com meu pack de pilhas, que no fundo pode parecer munição de arma ( já fui parado duas vezes por isso em raio-x ) . Abri a mala ainda brincando e falando que já até sabia o que era, peguei as pilhas e mostrei. Ela olhou e continuou mexendo na mala, como que procurando algo. Aí a fiscal fala: “Acho que é a outra mala. O que tem nela ?”. Sem demorar, sou honesto e respondo: “tem MEUS equipamentos de fotografia.”. Coloquei a mala e abri: 2 câmeras, 3 lentes, 2 flashes, notebook… enfim, muito mais do que o normal. Ela olha tudo minuciosamente, agradece e diz que posso fechar a mala e seguir viagem. Ufa !! Respiro aliviado e volto para casa.

Opa… peraí….. e cadê as informações que foram prometidas no início do post ???? Verdade….. então vamos as dicas que usei e que com certeza ajudaram. Claro que elas não não garantias que você possa passar imune na fiscalização, mas podem ajudar.

1) Nunca minta para o fiscal. Se ele perguntar, responda o correto. Eles sabem identificar um item novo e diferenciar de um usado. Da mesma forma eles sabem ( ou tem como consultar ali mesmo ) quanto custa cada item. -E foi o que eu fiz quando questionado sobre o que tinha na minha mala

2) Se está viajando a trabalho, obviamente suas câmeras são usadas. Guarde os cartões com as fotos, e saiba aonde estão os riscos e detalhes de uso que podem ajudar a comprovar que o equipamento não é novo. – Eu tinha nos cartões fotos de eventos anteriores e daquele, por precaução

3)Parece besteira, mas pode ajudar sim: Se você trocar a alça da câmera por outra diferente da original, também ajuda na caracterização de item usado. – Minhas duas câmeras usam strap da Optech, todo preto.

4)Se tiver MTB de jornalista ou repórter fotográfico, esteja com ele em mãos. Isso porque a legislação diz que você pode transitar com os equipamentos destinados ao exercício da profissão, o que por si só já justificaria as câmeras. – eu deixei meu MTB bem à mostra, na lateral da mala.

5)Leve a apólice de seguro ( se tiver ). Apesar do seguro não valer no exterior ( em Foz vale porque ainda é Brasil ), pode ajudar a comprovar que os equipamentos já eram seu. – A minha via da apólice estava junto com o MTB

6)Nunca, nunca mesmo, leve caixas. Parece óbvio, mas não custa avisar. Se estiver com caixa, fica parecendo novo. – Até os meus flashes eu tirei do bag Canon e coloquei em um saquinho de tecido comum.

7)Aqui alguns detalhes que podem ( ou não… mas nessa hora tudo vale ) ter ajudado também. Apesar dos meus equipamentos estarem na mala, eu coloquei eles dentro do nowbomb. E na cinta do nowbomb tem escrito PRESS ( Imprensa ). Minhas lentes estavam sem a tampa frontal ( todas ), e com filtro ( o anel dos meus filtros estão bem riscados ). Minhas câmeras tem black tape em algumas partes, e o flash também ( acaba ficando um aspecto de equipamento “remendado”. Eu coloco com outro objetivo, mas pode ter ajudado.

Então é isso…. é uma pequena parte da experiência que passei levando muitos equipamentos e passando pela aduana. Meu intuito é ajudar os amigos fotógrafos que precisam viajar e tem receio da volta. Se você está lendo isso e pensando em trazer “muamba”, não é esse meu objetivo e desaconselho.

E você, tem alguma experiência ou dica para compartilhar ? Comente ! Escreva !

Valeu !!

Guto Marcondes – fotógrafo

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Evento Corporativo Internacional – Buenos Aires

Olá caros leitores ! Estou de volta escrevendo, tentando manter uma regularidade nos posts e evitando um gap muito grande entre eles. Então hoje eu vou contar sobre um job que fiz mês passado para uma multinacional. Foi uma premiação, e os funcionários premiados ganharam uma viagem para a Argentina, com tudo pago. E eu fui junto, para fotografar ( claro…rs ). Para não ficar confuso, vamos desde o começo…..

Como a viagem era internacional, o vôo saia de Guarulhos. Meu embarque era 6 da manhã, mas aí tinha um problema: Ir de carro para GRU é roubada; acordar a esposa para levar de madrugada é loucura; sobra então o ônibus da Tam. Só que o primeiro ônibus da Tam chegaria muito em cima, e como sou precavido, preferi pegar um horário antes, que era o fretado “Airport Service” ( muito confortável, por sinal ). Então coloquei o despertador para 02:30h. Tocou, levantei, liguei para o tacxi, entrei no ônibus, desci em GRU. Essa parte eu contei desse jeito porque eu acordei meio zumbi, então fiz tudo no automático e a sensação que tive é que tudo durou apenas alguns minutos.
Quando cheguei no Aeroporto Internacional a primeira coisa que fiz foi parar no café. Eu sabia que chegando na Argentina seria tarde para o café do hotel e cedo para o almoço, e precisava aguentar. Tomei um espresso ( que adoro ) e comi uns salgados. Estava super cedo ainda, e então em uma idéia louca resolvi ir para o free-shop. Felizmente o free-shop da área de embarque é pequeno e tem pouca coisa, então gastei um pouco só em chocolate ( outra coisa que adoro ).Acabei encontrando com mais algumas pessoas da empresa e com o pessoal da equipe de vídeo. Não tinha que cobrir o embarque, então mantive a câmera guardada. Embarcamos na aeronave, portas em automático, e mais de 30 mil pés de altitude e 850 Km/h nos levaram a Buenos Aires.
A chegada foi bem tranquila. O piloto fez um pouso inacreditável…. e de tão suave que foi alguns passageiros bateram palma ( confesso que nunca tinha visto isso: o pouso muito suave e as palmas…rs ). Passei no free-shop que fica no caminho da esteira de bagagem, tentando evitar as tentações, e fui para a imigração. Aí é aquele praxe: Veio fazer o quê ? Fica quanto tempo aqui ? Está sozinho ? Vai ficar hospedado em qual hotel ? Hãããããã ? Qual hotel ?!
Se eu contar que eu não sabia o hotel que eu ia ficar vocês acreditam ? É a pura verdade…. Estava tão tranquilo com a viagem e sabia que o transfer me esperava no desembarque que nem me preocupei com o nome do hotel. Mas a Sra. com cara de poucos amigos da imigração queria ( e muito ) essa informação. Por sorte próximo de mim na fila estava o pessoal da equipe de vídeo. Não tive dúvidas: “Qual é o nome do NOSSO hotel?”
“Nosso” foi ótimo, porque eu nem sabia se ficaríamos no mesmo hotel. Mas foi esse mesmo que passei para a Miss Simpatia, que carimbou minha entrada e disse “Não perde e devolve na saída do país”. Ufa ! Ainda bem que era na Argentina, porque se fosse nos EUA seria deportado sem sombra de dúvida. Afinal, qual o sujeito que viaja e não sabe o nome do hotel que vai se hospedar ? Só o Guto mesmo. hahahahaha
Saí pela porta automática pisando finalmente em terras internacionais e lá estava o rapaz com a plaquinha, pronto para levar todos ao hotel. Nessa hora que descobri que era o mesmo hotel para todos, então não havia mentido para a imigração ( ufa ! ). Chegamos no hotel era próximo das 11h, para fazer o check-in direto. Levei as malas para o quarto, e resolvi aproveitar a uma hora que eu tinha livre antes de precisar clicar. Já tinha visto que na frente do hotel tinha um Havanna, e adivinha se eu não fui direto lá tomar um café e comer um chocolate ?
Aqui vai uma observação: apesar de meu inglês não ser fluente e perfeito, sempre achei mais fácil a comunicação quando precisei conversar com americanos do que arranhar no espanhol/castelhano. E essa observação vai começar a fazer sentido nas próximas frases…..
Cheguei no Havanna e já veio um garçom me atender. Agradeci e pedi um café. Aí ele me pergunta três coisas. Assim de surpresa ainda ? Aí que eu não entendi nada… Respiro, presto atenção e ele para ajudar faz uns gestos e………………. Ah, pequeno, médio ou grande ? Uma coisa tão simples; entra para o hall dos micos. Tomei o café e voltei para o hotel. O evento estava começando e precisava clicar. Como foram 3 dias de evento, se eu for contar cada passo aqui o post seria quase o livro do Senho dos Anéis, então vou falar apenas sobre o que rolou uma noite.
Na primeira noite do evento, todos os premiados foram levados para a casa de show de Tango mais famosa: Señor Tango. E claro que eu fui junto para clicar. Mas já haviam me avisado: lá dentro seria praticamente impossível conseguir fotografar. Conforme os ônibus chegavam ao local fui fotografando. E uma hora, com a maior cara de pau, peguei e entrei junto com o grupo. Fiz as fotos nos corredores do local e dentro do salão, de algumas mesas que estavam reservadas para o evento. Acreditando que a sorte estava do meu lado e como eu não queria abusar, fui até a mesa da produção e guardei minha câmera. Foi uma sábia decisão: 15 minutos depois chega o outro fotógrafo, contando o porque só tinha conseguido entrar aquela hora. Os seguranças viram ele com a câmera e não quiseram nem deixar ele entrar na casa com o equipamento. Resultado: deixou ela dentro de um dos ônibus. Eu ouvi, mostrei a minha câmera para ele e fiquei quietinho até o fim do show. Minha cara de pau rendeu as únicas fotos dessa parte do evento, que para o cliente serão importantes ( mesmo ele já sabendo que dificilmente haveria possibilidade de fotografar lá ), e claro também um gostinho de vitória, bem no estilo fotojornalista.
Depois do terceiro dia, muitas fotos e um portunhol mais afiado, hora de embarcar rumo a São Paulo. Viajar é sempre gostoso. Viajar a trabalho é algo diferente e que eu curto bastante. Mas chegar em casa ganha qualquer competição.
Por enquanto é isso amigos leitores. Espero que tenham gostado, e prometo em breve outro post.
Abraços !
Guto Marcondes – fotografia
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Fórmula Truck – Etapa Rio de Janeiro

Olá leitores, tudo bom ? Gostaram do último post sobre minha aventura no navio ? Hoje vou continuar contando sobre jobs fora de São Paulo. Dessa vez foi a cobertura da Fórmula Truck, no Rio de Janeiro. Em 2010 eu já havia feito a cobertura da etapa de São Paulo e da corrida final que fechou o ano, em Brasília. Dessa vez iria para registrar as intervenções que a empresa fez e as ações que ela estava desenvolvendo na arquibancada. Nesse caso específico, eu não tinha nenhuma responsabilidade ou obrigação com a corrida e os caminhões na pista, mas sim o que acontecia fora dela, o que é meio antagônico. Mas estou acostumado com essas situações diferentes e acho interessante porque quebra a rotina.
Como eu disse, o evento era no Rio, então acordei cedo e fui para o aerooporto pegar a ponte aérea. Nunca tinha ido ao autódromo do Rio, mas para tudo tem uma primeira vez. Assim que desembarquei fui ao guichê de taxi, e lá deixei R$115 referente ao percurso DE IDA!!! Mas tudo bem, já que existe reembolso de despesas por transporte. Cheguei no autódromo mas ainda tinha um problema: estava com a credencial de área VIP, que não dá acesso para as arquibancadas ( que era o local aonde eu tinha que ficar ). Liguei para meu contato, e depis de tocar várias vezes, ca na caixa postal. Deixei recado, mas ao invés de ficar parado resolvi começar: montei o equipamento e comecei a fotografar tudo que fazia parte da intervenção e ação da empresa. Depois de uns 30 minutos e ainda sem resposta do contato responsável, chegou a hora de entrar em ação o lado fotojornalista: fui até a portaria e em 2 minutos estava na arquibancada…rs
Lá fiquei durante todo o dia, até o fim da corrida ( que foi por volta das 15h ). Aí era hora de ir embora. O problema era enfrentar a multidão com todo o equipamento e ainda caminhar na rua um bom pedaço para conseguir pegar um taxi. Desmontei o equipamento, guardei no now-bomb, tomei fôlego e fui embora. Depois de uns 20 minutos de caminhada e mais uns 15 minutos de espera, consegui um taxi por R$100 para o aeroporto. Cheguei no Santos Dumont, e por uma sorte consegui adiantar meu vôo de volta para casa, o que me proporcionou chegar com mais antecedência, ajudando na hora de baixar as fotos, separar e subir no FTP.
E assim termina mais um job. No próximo post vou conta sobre um corporativo que fiz na Argentina que foi bem legal. Espero que continuem acompanhando.
Abraços !

Guto Marcondes – fotógrafo
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Evento corporativo – cruzeiro no Splendour of the Seas


Olá queridos leitores ! Mais uma vez começo um post me desculpando pelo gap existente desde a última postagem. Desde que apertei o “postar” pela última vez muita coisa aconteceu e tive que priorizar a fotografia, deixando o blog um pouco parado. Mas eu não aguento de saudades de escrever e contar mais sobre as aventuras que a profissão de fotógrafo traz e me proporciona. Hoje por exemplo vou falar sobre um evento que fotografei em fevereiro em um navio de cruzeiro, o Splendour of the Seas. Era uma etapa de um programa de incentivo de uma multinacional, e havia algumas atividades a bordo e uma atividade o dia inteiro em terra, no dia de navio atracado. Então vou contar desde o começo, porque tem alguns detalhes que só quem já viajou de navio sabe, e nem todos ainda tiveram essa prazerosa diversão ( para quem não enjoa, claro ! ).
O navio sai de Santos, uma cidade que fica a uns 70km de Sampa. Então o mais fácil é pegar o transfer do navio, que sai do aeroporto de Congonhas ( que fica perto da minha casa ). Saí sexta cedinho e fui para lá. Cheguei e encontrei alguns participantes e o staff. Dessa hora até Santos nem tem o que contar. Cheguei no porto de Santos e fui logo fazer o check-in e pegar meu cartão de embarque. Na saída do check-in tinha um guichê do evento, que auxiliava os participantes após pegarem o cartào de embarque. Então precisava fazer umas fotos desse processo, mas para todo lado haviam placas de “proibido fotografar”. Muitas vezes o cliente precisa da foto, e com o fotojornalismo na veia, já tinha bolado uma forma. No final nem precisei me preocupar, pois o outro fotógrafo que estava comigo tinha chegado no transfer anterior e já havia conseguido fotografar. Bom, então era hora de embarcar. Raio-X, documentos e bem vindo a bordo ! Fomos direto para a cabine, que ficava na popa ( atrás ). Como o processo de embarque em navio é lento e ia durar o dia inteiro, aproveitamos para fazer um reconhecimento. Demos uma boa volta, subimos pelos decks, descemos, entramos no teatro, salões, etc. Aproveitamos também para já adiantar um pouco o planejamento dos acontecimentos. E o dia chega ao fim com o navio zarpando rumo ao Rio de Janeiro, mais especificamente Búzios. E para começar o evento haveria um meeting com todos os participantes. A noite e o meeting foram tranquilos, pelo menos para mim que não tem problemas com o balanço do navio. Mas posso dizer que pelo menos uns 30% dos participantes estavam de alguma forma passando mal. Alguns nem sairam da cabine……. Uma pena. No meeting não teve nada de especial para contar, exceto que tinha um grave problema com a luz: local escuro, luzes coloridas nos apresentadores e alguns horríveis espelhos no teto que acabaram por inviabilizar o flash rebatido. Um pouco de flexibilidade e achei um “canto” que o flash rebatido não refletia no espelho, e priorizei essa localização, mas sem ficar estátua no local porque senão as fotos ficariam todas no mesmo ângulo. Então vamos logo ao dia seguinte, que é o dia que ficamos em Búzios.
Eu já viajei em cruzeiroma lazer, e sabia como era o esquema de desembarque. Então levantamos cedo, tomamos café da manhã e já entramos na fila, pois precisávamos ser um dos primeiros a desembarcar. O dia estava bom, e isso ajudou bastante porque ficaríamos o dia inteiro ao ar livre. Se chovesse, nem sei o que aconteceria….
Durante todo o dia acompanhamos as atividades na praia e em uma locação reservada pela produção. O tema do evento era “cinema”, e montaram duas locações completas. Paralelo a isso tinha uma uma sala de edição e um estúdio de croma dentro do navio aonde um grupo de participantes revezava com o pessoal em terra, forçando que a gente ficasse nesse caminho terra-navio. Mas como eramos em dois fotógrafos, foi fácil coordenar. No final do dia voltamos todos ao navio porque ele ia zarpar para um dia inteiro navegando ( e claro com o evento rolando ). Chegamos a bordo cansados do sol e de ficar em pé, mas ainda tinham algumas horas de job. Banho, troca de roupa, janta e vamos a mais um meeting, sem muito o que falar. Chegamos então no domingo. Seria um dia inteiro a bordo, o que facilitaria pois os participantes teoricamente ficariam mais acessíveis. Mas como costuma acontecer em alguns eventos assim, alguns passaram mal pelo balanço do navio, outros estavam mais preocupados com a piscina e os que se dedicaram ao evento se divertiram também. Eles tinham que editar o filme que fizeram no sábado para apresentarem, coincidentemente, na noite do Oscar. Acompanhar a edição foi bem engraçado, e rendeu algumas boas fotos. O legal é que a ilha de edição ficava no meio do caminho de outros locais, facilitando nosso trânsito entre cabine, sala de produção, etc.
Chega a noite e vamos para o jantar com o capitão. Respiro aliviado por estar trabalhando e não precisar ficar de roupa de gala ( hehehe ). Comida excelente, e nosso garçom era brasileiro, mas o auxiliar dele mal falava Português, rendendo boas risadas poismo inglês carregado de sotaque indiano que ele falava confundia algumas palavras. E o jantar termina com um show dos garçons , bem interessante. Mais alguns cliques e fomos todos para a apresentação dos filmes, palavras da diretoria, premiação e tudo que envolve encerramento de evento corporativo. Infelizmente foi naquele mesmo local dos espelhos no teto e luzes coloridas, lembram ? Sempre na hora fico meio tenso pelas dificuldades, mas essa adrenalina é legal. E foto sem dificuldade é muito comum….. Gosto dos desafios.
Termina o evento, descarregamos as fotos e já estávamos chegando em Santos, para desembarcar logo cedo.
E assim fecho com chave de ouro outro evento corporativo.
Espero que tenham gostado desse relato….. Em breve posto mais uma aventura…..
Grande abraço para todos!

Guto Marcondes – fotografia
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Foto de show – Claudia Leitte, Pitty e comentários da profissão







Olá leitores, tudo bom ?

Faz um tempo que venho pensando sobre esse post. Outubro e o começo de Novembro foram bem corridos, e isso acabou atrasando um pouco para eu escrever. O grande problema da fotografia social é que ela não termina no click. Na verdade há poucos ramos da fotografia profissional aonde o fotógrafo realmente só clica e deixa backup, armazenagem, conversão e edição para terceiros. Eu sou meio chato e gosto de acompanhar esse processo, até porque dessa forma tenho como garantir ao cliente aquilo que prometo ( e vendo, claro ). Nos posts anteriores eu falei muito de evento empresarial, casamento, festa e outros assuntos. Hoje vou falar um pouco de show, que é um tipo de foto que eu gosto de fazer, mas que está sendo um pouco banalizada, assim como a própria conotação de “fotógrafo profissional”. A idéia desse post surgiu um dia que estava fotografando um show e um dos fotógrafos no fosso ( aquele espaço reservado entre o palco e a platéia )insistia em usar o flash. Falei isso no twitter e rendeu um bom papo sobre a fotografia de espetáculos/show. Então chegou a hora de ir direto ao assunto: Usar flash em fotos de show e espetáculos é IMPERDOÁVEL ( salvo casos EXTREMAMENTE raros ). Sim…… aqui reside o ponto polêmico. Mas então como fazer quando a luz está ruim ? Aí que entra o profissionalismo: ou você sabe extrair o máximo do equipamento ( e investiu consideravelmente neles também ) ou simplesmente você está na categoria dos profissionais-não-éticos. Mas o que flash tem a ver com ética ? Vou explicar e criar mais polêmica.

Foto de show é algo que exige bom equipamento, conhecimento técnico, rapidez de raciocínio e acima de tudo profissionalismo. Ouço muitos que querem começar nessa área reclamando que usam o flash porque a luz estava ruim. Ruim é o fotógrafo….. me desculpem. Se o fotógrafo fosse bom ( e ético ) jamais venderia o serviço para o cliente sem ter o equipamento adequado. Afinal, você correria na Stock Car de Gol 1000 ? Entáo não reclame da luz ruim querendo fotografar com uma lente escura ou uma câmera prossumer. Realmente a nitidez vai embora e o ruído vem forte. Se você não tem equipamento e/ou conhecimento suficiente, seja ético. É melhor para todos. Lembrando que negar um sob não é demérito. Pelo contrário, mostra o quanto amadurecido o profissional é. Vamos a um exemplo simples: Editorial de moda. É algo que eu não faço e já recusei fazer, mesmo tendo um amigo editor chefe de revista. E a explicação é simples: não tenho expertise nessa área, e não quero usar meu cliente de cobaia ( muito menos como “escola”). Eu sei que não é fácil recusar um job, mas muitas vezes nos mostramos maduros ao dizer não quando necessário, reconhecendo que aquele ainda não é o momento certo. Claro que não quero com esse post dizer que para fotografar show tem que ser com Full Frame e lente 2.8. Eu quando comecei usava XT, 20D e outras câmeras terrivelmente ruidosas, mas que naquela época era o que havia disponível. Uma simples 50mm 1.8 já pode ajudar bastante. Mas volto ao ponto: saiba quais as limitações do seu equipamento ( e as suas, claro ) e ofereça ao cliente o que está ao seu alcance. Bom, falei, falei, falei e ainda não consegui chegar aonde queria, então pausa na parte administrativa e de marketing e voltamos a técnica.

Flash em show ? Na sapata da camera ? Isso detona a iluminação e os efeitos que ela proporciona. Nessa hora tem que fotometria corretamente e clivar certeiro. Show é muito dinâmico. Luzes acendem e apagam, mudam de direção, o artista corre, pula, se mexe. Essa tensão é muito legal, portanto tento usar sempre ao meu favor.

Na última semana fotografei alguns shows: Marcelo D2, Emanuelle Araújo, Pitty e Claudia Leitte. A melhor produção com certeza é da Claudia Leitte. Tudo organizado, e ela sempre muito simpática. Tive o prazer de ir ao backstage antes do show. Conversei com a Claudia Leitte e aproveitei para mostrar a foto que fiz no último show dela, que é de um beijo. Ela curtiu bastante, mas era hora de ir para o fosso que o show iria começar. E não é que no meio do show ela repete o beijo ? Apertei o disparador da 7D e a foto ficou bem legal. Agora no próximo show dela tenho mais uma para mostrar….

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Fotografando Musical da Broadway


Olá leitores ! Peço desculpas pelo tempo sem escrever. Vida de fotógrafo muitas vezes fica uma loucura total. Além de todos os clicks e clientes, tem a família, que é fundamental. Então vou aproveitar meu vôo para Cuiabá e escrever um post novo ! No vôo de volta escrevo sobre como foi fotografar em MT com 40 graus na cabeça…rs.

Nesse tempo que fiquei sem postar, fotografei bastante coisa diferente. De coletiva de imprensa a ensaio de gestante. Mas hoje vou falar sobre um show que fotografei na sexta-feira, e que como muitos alunos vieram com dúvidas sobre show para mim, acredito que será interessante.

Eu fui fotografar um musical da Broadway, chamado Jekyll & Hyde – o médico e o monstro. O espetáculo aconteceu no Teatro Bradesco, que fica no interior do shopping Boubon. Apesar de ser dentro do shopping, o teatro surpreende pelo tamanho, beleza, estrutura e organização. Eu cheguei e fui direto para a entrada de serviço, já que a portaria só abre próximo da hora do show ( essa é a primeira dica…. ). Minha boa impressão com a organização começou logo na entrada. Passei meu nome e em menos de 1 minuto o segurança já havia localizado minha autorização prévia e liberado a entrada. Como eu não conhecia o local, cheguei um pouco antes para poder explorar os ângulos e posicionamentos. Fiz um reconhecimento breve dos camarotes, frisas e platéia. Nesse tempo encontrei a responsável pela peça, que foi muito simpática e colocou-se à disposição caso houvesse algum contratempo. Ainda havia um tempo considerável para o início do espetáculo, então voltei novamente para o interior e testei os ângulos que tinha pensado em clicar. Aqui vai uma pausa para um detalhe: normalmente em show a gente ( fotógrafo ) fica no “fosso”, que é o espaço entre o palco e a platéia. Dessa forma as fotos saem sempre com o enquadramento “de baixo para cima”. E o legal desse teatro é que justamente o fosso seria o único lugar aonde eu não poderia ficar, pois existia uma orquestra que faria a música do espetáculo. Sinceramente eu achei ótimo, pois dessa forma permitiria que eu mudasse um pouco a visão e isso ia permitir exercitar a composição. E obviamente o resultado final seria diferente do que normalmente faço em shows. Vamos adiantar um pouco o tempo, pulando a descrição das pessoas chegando e ocupando seus lugares para já falar do momento do musical. Aqui vem mais um detalhe importante. Em shows é muito comum o som ser demasiadamente alto, o que para mim é bom porque simplesmente anula qualquer ruído da câmera ou da minha movimentação/troca de equipamento. Só que nesse caso a dificuldade foi maior, porque o som era baixo a maior parte do tempo, com apenas uma voz cantando e a orquestra acompanhando. Então o click poderia sim incomodar as pessoas que pagaram para estar lá. E como a organização havia me deixado com liberdade de ação, não queria que de forma alguma chegasse uma reclamação ( gosto de ser conhecido por ser “invisível” trabalhando…rs ), até poque isso poderia criar empecilhos para o próximo fotógrafo que venha a trabalhar lá. Bom, então o que fiz para conseguir trabalhar ? Improviso, claro…. Em fotografia ou a gente tem verba infinita para comprar tudo ou o improviso passa a ser peça fundamental. Nesse caso eu fiz de duas formas: nas partes aonde a música era mais alta, clicava normalmente. E nas passagens mais silenciosas eu clicava no modo “live view” com a opção “silent” ligada. Isso porque o movimento do espelho que é a grande causa do som característico das DSLR´s. Cortando esse movimento o nível de ruído cai consideravelmente. E fui dessa forma alterando entre os modos para conseguir fotografar. E no final, mais uma vez fiquei feliz com o resultado e gostei também do musical. E antes que me perguntem: sim, foi em RAW. JPG eu só uso em fotojornalismo por causa do tempo escasso entre o click e a foto online.

Espero que tenham gostado e quem quiser sugerir um tema para eu falar, fique à vontade. Abraços,

Guto Marcondes – fotografia

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Ensaio sensual em locação

Olá meus amigos(as) leitores(as) ! Hoje vou contar sobre um ensaio sensual que fiz essa semana. Para garantir a privacidade da modelo vou chamá-la pelo nome fictício de Marina.

Vamos desde o começo: eu recebi um email no começo da semana, aonde a Marina perguntava sobre a possibilidade de realização do ensaio nos próximos dias, pois já tinha se programado e havia ficado frustrada com a fotógrafa na qual havia entrado em contato antes de me mandar o email. Aqui vou abrir uma parênteses….
Normalmente, principalmente entre os adolescentes, a possibilidade de fotografar uma mulher nua ou em ensaio sensual é o principal atrativo da profissão de fotógrafo e muitos embarcam nessa querendo no fundo se aproveitar da situação. Isso é um grande erro, pois cria uma confusão entre desejo e profissão que não combinam para quem quer ser ético e trabalhar de forma correta. E de uma forma acaba criando algumas restrições e bloqueios. E obviamente isso prejudica de forma direta quem trabalha de forma séria em um primeiro momento. Por isso que eu faço muita questão de nessas horas manter o profissionalismo de forma absolutamente impecável. Como fazer isso ? Postura, equipe concentrada, foco no trabalho, preocupação com resultado, dedicação e acima de tudo: respeito ! Quem está na frente das câmeras nessas horas muitas vezes não tem experiência como modelo e está apreensiva e nervosa. Isso faz parte e saber lidar com o estado emocional nas primeiras fotos é muito importante. Por isso é necessário dirigir a modelo de forma mais tranquila, que com os cliques passando ela vai relaxando e naturalmente as expressões e fotos ficam melhores. Bom, vamos voltar ao post… estou falando demais.
Chegamos na locação ( eu e meu assistente ) e começamos a montar os equipamentos. Como demora um pouco até montar as tochas, softs, ligar na tomada e testar, fomos adiantando essa parte enquanto a Marina fazia cabelo e maquiagem. Quando ela terminou, fizemos um pequeno briefing para decidir as primeiras fotos e alguns detalhes importantes para as combinações seguintes de roupa. Com a primeira roupa definida montamos o set de luz e comecei a clicar. Fiz algumas poses diferentes e fomos para outro local, para mais alguns cliques. Com a primeira parte terminada, a Marina foi para a troca de roupa e voltou para continuarmos. O grande detalhe é que em SP estava o maior frio, e por ser em locação o ambiente não é tão controlado. Então não tem jeito…. a modelo acaba passando um pouco de frio. Entre as alterações nos sets de luz ainda dá para se agasalhar, mas durante as fotos não tem jeito. No final sessão passou um pouco das 4 horas iniciais que havia previsto, mas gerou ótimas fotos. Eu tive a oportunidade de fotografar e dirigir algumas modelos profissionais ( como a Adriane Galisteu, por exemplo ), mas sinceramente prefiro quando não tem experiência envolvida. Acho que a questão do desafio é justamente o mais legal, o me motiva querer melhorar a cada dia. Agora estou escrevendo esse post e começando a ver as fotos. Ah, e antes que me escrevam perguntando: Não… esse post não terá fotos, nem de making of ( até porque eu nem fiz fotos de M.Of, e mesmo que tivesse feito manter a privacidade da Marina é fundamental ).
Obrigado pela leitura e espero que tenham gostado do relato.

Guto Marcondes – fotografia
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Casamento Jonathan e Katia

Hoje eu vou falar um pouco sobre um dos casamentos do feriado/final de semana. Isso mesmo: sexta feira em São Paulo foi feriado, e nos 3 dias do final de semana prolongado eu estive fotografando casamento. Foi a primeira vez que fiz na sequência 3 grandes casamentos:

- O de Sexta foi em Alphaville, no Tenis Clube. Recepção com caricaturistas e banda tocando na Boate do clube, que estava fechada somente para o casamento;
- O de Sábado que foi na Vila Olímpia. Esse o noivo fotografava e conhece bastante de fotografia, então a cobrança por excelentes fotos não é pequena, mas apenas aumenta a vontade de melhorar cada vez mais;
- O de Domingo foi internacional: noivo Taiwandês e noiva Brasileira. Com direito a cerimônia traduzida e presença de autoridades e políticos.
Fotografar 3 casamentos na sequência não é fácil. Exige disciplina, organização, preparo físico e disposição. Vou contar desde o começo….
Na sexta fui para Barueri, aonde seria o Making Of/Dia da noiva do primeiro casamento. Chegamos no local e o briefing foi passado errado. Resultado: 2 horas sentados esperando para poder começar a clicar. Se bem que eu não reclamo. Prefiro ficar 2 horas sentado esperando do que chegar 5 minutos atrasado. O Making of foi rápido mas rendeu boas fotos. Fomos direto para a igreja aonde aconteceu a cerimônia de forma normal. E de lá o destino era o Tênis Clube de Alphaville, aonde seria a festa. O GPS deu uma mancada, mas a gente se localizou rapidamente e apesar do trânsito formado para entrar no local, chegamos antes da noiva ( isso é importante ). A festa foi tranquila também, mas o ponto a ressaltar foi quando o noivo subiu no palco, pegou a guitarra e começou a tocar ( e muitíssimo bem !! ) Michael Jackson e depois Aerosmith. Bem divertido e diferente do normal. Ficamos até quase 4 horas da manhã.
Aí que entra a parte de organização: eu cheguei em casa próximo das 5h. Mas mesmo nesse horário a primeira coisa que fiz foi ligar o computador e copiar o cartão para um HD interno e dois externos. Muita atenção é necessário para garantir que esteja tudo certo com as fotos do casal, que são de extrema importância.
Fui dormir e 6 horas depois estava de pé conferindo o equipamento, cartões, pilhas e baterias. O casamento de sábado era de um amigo e grande conhecedor de fotografia. Confesso que é sempre mais complicado esse tipo de situação, porque quem fotografa cria um estilo, e conhecer esse estilo e explorá-lo é fundamental para o resultado final ser positivo. Fui para o Making Of, que foi tranquilo, e logo cheguei no buffet aonde seria a cerimônia e festa. O local era lindo, com uma decoração repleta de pequenas velas. Apesar disso a iluminação era bem fraca, o que forçou o ISO ao limite. Em compensação as luzes da pista estavam bem posicionadas e permitiu que a composição explorasse cores e movimento. Saí com vários cartões cheios de boas fotos…. e contente por fotografar mais um casamento. Cheguei em casa quase 3h da madrugada, e fui novamente para a sessão de cópia/backup e cuidar dos equipamentos, pilhas e baterias. O casamento de Domingo não teve Making Of, então cheguei na cerimônia às 16h. Como eu falei no começo do post, o noivo era Taiwanês e a noiva Brasileira. Por esse motivo durante toda a celebração havia a tradução, e é muito interessante ver essa miscigenação de culturas. Para poder ilustrar um pouco esse post vou deixar uma amostra desse casamento:


Twitter: @gutomarcondesbr

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Fotojornalismo e adrenalina – combinação perfeita



Olá !! Primeiro quero me desculpar pela demora entre os posts. Além de clicar, editar e também negociar eu consegui um antigo sonho que era dar aula de fotografia. Estou muito contente, e como elas opcupam um espaço de tempo que antes era ocioso, acabam atrasando um pouco os posts. Mas então chega de desculpas e vamos logo ao que interessa.

Hoje quero falar um pouco de fotojornalismo. Esse é um job que fiz e que foi muito legal, por isso queria compartilhar. Foi em Campinas, em um conhecido hotel 5 estrelas. Haveria a apresentação para a imprensa de toda a linha de veículos “modelo novo”. Como Campinas é próxim ode São Paulo, fomos de carro. Chegamos cedo, e fomos fazer reconhecimento do local, espaços e aproveitamos para o check-in também. Já aproveitei e montei o equipamento e deixei carregador, mochila e acessórios no quarto. Em pouco tempo começou a chegar um monte de jornalista, de várias partes do país. E também teve início ao test-drive dos veículos. E aí que está a parte da “adrenalina” que mencionei no nome do post. Eu fiquei responsável pelo “camera car”. É o termo que usamos para falar do fotógrafo que vai clicar os carros em movimento, estando em outro carro também. Eu gosto de fazer camera car. Só que dessa vez ao invés de usarmos uma pista de teste ou um autódromo fechado, teria que ser feito nas rodovias Anhanguera-Bandeirantes. Imagina a cena: Eu, pendurado na janela traseira de um Polo ( que o vidro não abre inteiro ) no meio da estrada, a 120Km/h, tentando um bom enquadramento. Para vocês entenderem a dificuldade, quando estiverem na estrada a essa velocidade, abaixem o vidro coloquem a mão para fora do carro. Vão perceber como o vento é forte. Conseguir estabilizar a câmera, com baixa velocidade e ainda assim não errar o enquadramento e não tremer é quase uma missão insana, mas muito divertida. Eu quando fotografo gosto das dificuldades pois elas sempre me ajudam a evoluir e a desenvolver minha técnica e forme de clicar. Nessa situação é claro que muitas fotos são perdidas, mas justamente temos que tentar diminuir ao máximo essa quantidade, até porque cada clique tem um custo ( apesar de muitos acharem que só porque é digital não tem, estão redondamente enganados e saberão disso quando receberem a primeira conta da assistência técnica ). Fotos feitas, voltamos ao hotel para descarregar e enviar na sala de imprensa. Passei o dia fotografando várias situações. Foi uma correria tão grande que quando a primeira parte do evento terminou, às 18h, eu ainda não havia nem conseguido almoçar. Foi o tempo de tomar um banho e descer para a abertura oficial e apresentação. Assim que entrei no local já vi a dificuldade: O WB estava confuso, com luzes 2800K a 6000K. Iria ter que priorizar uma fonte e ter que acertar para que o pós-processamento não demorasse demais. Já que em fotojornalismo é “tudo para ontem”, usar RAW nem pensar… atrasaria demais qualquer tentativa de entregar as fotos no horário. Final de noite com um jantar, e até que enfim, depois de mais de 14 horas, consigo fazer uma refeição que não fosse café e pão de queijo. Se não tiver emoção, correria, adrenalina e principalmente “dar o sangue”, não é o fotojornalismo mais legal de fazer ( pelo menos na minha humilde opinião…rs ). Espero que gostem e aproveitem para anexar duas imagens aleatórias que fiz, sem tratamento, só resize, Quem quer ver fotos estáticas depois posto umas que sairam no jornal Agora, reportagem de página inteira ( orgulho !! ). Obrigado mais uma vez pela paciência em ler e esperar. Já estou pensando no próximo post e prometo que não vai demorar. !!
Guto Marcondes – fotógrafo
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