Olá leitores !

Olá leitores, qunto tempo !! A vida tem sido agitada e fiquei meio afastado do blog, mas estou com muitos posts já na pauta para escrever. Quero falar sobre fotógrafo de casamento, sobre fotógrafo corporativo, contar algumas coisas de fotógrafo de feiras ( e como é cansativo quando se écontratato como o fotógrafo para feira de empresas ).

Bom, isso foi apenas um aquecimento para preparar o que vem por aí. Em breve um novo post !

 

Abs !

 

Guto Marcondes

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Pré Wedding Thaís e Uelinton

Nesse final de semana fui fotografar um casal. Para a maioria dos fotógrafos de casamento um local aberto sempre é mais interessante. Eu gosto de optar por locais abertos porque considero que fotos de estúdio para casamento acabam ficando muito iguais, e o ambiente com os flashes acaba incomodando alguns noivos mais tímidos. Essa sessão foi curta, mas fizemos várias fotos, para que apenas uma fosse escolhida e utlizada no casamento, mas no final o casal fica com todas as fotos, o que acaba sendo bem legal como recordação.

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Fotógrafo de casamento : Como escolher um ? E o que é importante ?

Olá leitores ! Hoje vou fazer um post diferente: um guia para ajudar noivos(as) escolherem o fotógrafo que vai registrar esse dia tão importante. E justamente por ser uma data especial e um investimento grande, alguns cuidados devem ser tomados, e pretendo com essas dicas facilitar a escolha do fotógrafo do casamento. Algumas dicas aqui servem também para outros tipos de vento, como festa de 15 anos ( debutante ), noivado, bodas, etc. E se você, meu leitor(a) tiver alguma questão específica, fique a vontade para perguntar. Também coloquei alguns pontos importantes para os que já estão fechando com o fotógrafo e não podem esquecer de mencionar.

Então vamos começar….. Todo casal quando começa os preparativos para o casamento vem sempre com a dúvida: quem será o fotógrafo do casamento ? Essa dúvida é muito comum, então não precisam ficar angustiados. Como primeira dica:

-Defina um “budget”( valor do investimento )

Veja que coloquei “valor do investimento”e não “preço”. Qual o motivo ? Simples: o fotógrafo de casamentos não é responsável por registrar só a cerimônia. Ele está guardando um momento especial de vocês para o resto da vida. Então isso não pode ser encarado como gasto, mas como investimento. E dessa forma, não tem preço, e sim valor. Eu recebo muitos pedidos de orçamentos e faço encontro com noivos para conversarmos e é claro que cada um tem um budget diferente. Definir o seu limite é importante para poder filtrar aqueles fotógrafos profissionais que você pode contratar. Nunca recomendo que você escolha pelo preço, mas que busque o fotógrafo que tenha um valor que esteja dentro do que você pode pagar.

-Defina um estilo

Cada fotógrafo tem um estilo diferente: uns são mais conservadores, fazem as fotos tradicionais e seu álbum fica igual ao da sua mãe. Outros são mais arrojados e espontâneos e captam os acontecimentos. E existe aqueles que são uma mistura dos dois tipos. Imaginem o tipo de álbum que gostariam e busquem um fotógrafo que atenda esse desejo de vocês. Cuidado com o termo “estilo fotojornalismo”, que vem sendo usado como sinônimo para foto espontânea de forma equivocada. Um verdadeiro fotojornalista vai contar o casamento através de fotos, obtidas de forma espontânea, e não o contrário.

-Não deixe para última hora

Parece loucura, mas muitos casais cuidam do bolo, vestido, buffet, igreja, convites e doces durante meses, mas acabam deixando para última hora o fotógrafo. Contratar um fotógrafo com antecedência é mais vantajoso porque provavelmente ele estará com a data livre, podem dividir o valor em mais vezes, tem tempo para analisar com calma as propostas apresentadas e buscar referências mais concretas.

-Converse com o fotógrafo

Fotografar um casamento significa passar mais de 12h com o casal no dia mais importante da vida deles. Então é essencial que exista uma empatia com o fotógrafo. Ele precisa ouvir suas opiniões e idéias, mas também precisa ajudar com dicas trazendo toda a experiência que ele tem nos muitos casamentos que já fotografou. Essa troca de informações é essencial na escolha do profissional.

-Evite contratar empresas

E existe um motivo simples para isso: a dica anterior. Em uma empresa na grande maioria das vezes quem vai é um fotógrafo freelancer, que vocês não conhecem e não conversaram. Algumas empresas ( que não são idôneas ) ainda contratam fotógrafos que estão começando, sem experiência e com equipamento básico. Por isso se optar por uma empresa, faça constar no contrato o nome dos fotógrafos e peça para que eles estejam presentes no dia da assinatura para conhecê-los.

-Veja os álbuns… e muitas fotos

Quando um fotógrafo faz um álbum de casamento, ele pensa em uma história para contar, e claro que lá estão as melhores fotos. E em portifólio ainda é comum ter um álbum que misture fotos de vários casamentos. Peça para ver álbuns que seja de um único casamento, e nessa faça uma pergunta mental: se esse fosse meu álbum de casamento, eu estaria plenamente satisfeito(a). Slideshow também é uma boa opção para analisar  estilo/enquadramento/tratamento porque costumam ter muito mais foto do que o álbum.

-Converse sobre o álbum e as fotos

Pergunte…. sempre. Os bons fotógrafos de casamento estão acostumados com as dúvidas dos noivos e estão prontos para ajudar. Veja tipos diferentes de álbum, pergunte quantas fotos/páginas estão inclusas, qual o custo por foto/página adicional, se vocês vão receber todas as fotos ou somente as que forem selecionadas para o álbum, se as fotos recebidas estarão em alta resolução, qual o prazo para entrega, etc.

-Equipamentos do fotógrafo de casamentos

Aqui é um ponto difícil de tratar, principalmente quando os noivos não conhecem muito sobre equipamento de fotografia. Por isso não vou entrar no detalhe de marca/tipo. Mas existe um ponto que é fundamental: todo fotógrafo profissional de casamento tem pelo menos um equipamento principal e um de backup (isso inclui câmera, lente, flash, etc). Imagina no meio da cerimônia a câmera quebra ou o flash queima ( sim, isso acontece ) ? Se o fotógrafo tem um backup e é profissional isso é resolvido rapidamente e muitos nem percebem o problema.

-Quantos fotógrafos contratar ?

Eu sempre recomendo no mínimo dois. Um casamento é recheado de acontecimentos importantes e muitas vezes eles são simultâneos. Por isso ter dois fotógrafos é garantir que muito mais seja registrado. Além disso ter mais de um fotógrafo possibilita que a mesma cena tenha ângulos diferentes, o que é sempre legal. Se o casamento for para muitos convidados, considere incluir pelo menos mais um fotógrafo.

-Defina as fotos que não podem faltar

Sabe aquele seu tio que veio de longe só para o seu casamento e que você quer uma foto ? Infelizmente o fotógrafo não sabe…. Por isso é importante que seja feito um briefing, aonde o casal indica as fotos que não podem faltar. Eu sempre envio um documento para os noivos solicitando informações sobre família, amigos, detalhes da cerimônia, etc. Caso seu fotógrafo não tenha um briefing, forneça detalhes importantes para ele.

-Tratamento das fotos

Converse sobre o tipo de tratamento que será feito nas fotos. O mais comum é que os fotógrafos de casamento façam ajustes básicos na imagem: cor, contraste, saturação, sombras, brilho, nitidez, ruído, levels. Se vocês querem um tratamento mais específico como eliminar mancha/ruga/espinha, alterar formato ou outro tratamento mais forte, o famoso “faz um Photoshop”, isso tem que ser combinado antes, pois representa um acréscimo grande no valor final, já que para cada foto o tempo de edição é bem longo.

Bom, o post já está ficando longo então vou parar por aqui. Prometo uma segunda parte com mais dicas, ok ? Mandem suas perguntas através dos comentários que prometo responder.

Espero que isso ajude a escolher um bom fotógrafo para o casamento.

:)

Guto Marcondes

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iPhone (iOS) ou Android ? Minha experiência com as duas plataformas

Para quem não me conhece, sou um usuário “hard” de tecnologia. Estou sempre conectado: enviando emails, postando em redes sociais, lendo notícias, acessando remotamente meu computador, verificando servidor, subindo foto em FTP… e por aí vai. Então é claro que um smartphone se tornou um item obrigatório no meu bolso ( e na mão, claro !  rs ). Desde que precariamente a Nokia entrou com o modelo N95 eu gosto de fuçar nos smarphones: liberar funções, instalar programas, modificar e customizar. Foi assim quando comecei no Symbian, e trouxe essa característica minha para o Android. Depois de alguns anos usando Android e ouvindo todo mundo me encher que o iPhone era a maior maravilha e que eu deveria experimentar, resolvi ceder e comprei um modelo 4S de 16gb ( que no mercado desbloqueado custa novo na faixa de R$1400 – na verdade agora só existe o 8Gb na faixa de R$1200, mas 8Gb é ridiculamente pouco ). Fiquei um mês com o aparelho e não aguentei, voltando correndo para o Android, com um Moto X (dá para comprar um novo de 16Gb na faixa de R$ 960 à vista ). Mas então o que me levou a “fugir”do iPhone ? O aparelho é ruim ? Não, claro que o iPhone não é ruim. Mas da forma que eu uso ele se mostrou muito inferior ao Android. E para esse comparativo vou considerar o Moto X, que custa menos que o iPhone e não tem hardware ultra-mega avançado top de linha, ok ?

Vamos aos fatores:

1 – Não existe notificação interativa na barra de notificações do iPhone. No Android quando eu recebo um pedido de amizade no 4Square ( por exemplo ) na própria notificação vem a opção aceitar/rejeitar. Nem precisa abrir o programa.

2 -No Whatsapp você só consegue enviar se estiver com conexão. Isso é um problema já que no nosso país a conexão é ruim e muitas vezes você tem que ficar olhando para a tela do Whats esperando ficar “online” só para clicar em SEND. No Android mesmo sem conexão eu clico em enviar e assim que tiver uma conexão disponível ele envia automaticamente.

3-iCloud tem só 5GB para tudo. No Android são pelo menos 15GB na nuvem ( eu já tenho 25, pelo tempo de uso e pelos apps ). Muitos aparelhos ainda vem com 50GB na nuvem de graça por dois anos.

4-Por mais ridículo que pareça a integração iPhone/iMac via bluetooth é bem limitada. Você consegue ver/responder iMessages, utilizar a internet compartilhada, etc. No Android ( mesmo usando OSX ) você pode instalar o software do fabricante do aparelho ou uma extensão para o Chrome e ter um monte de recursos: ver bateria, chamadas, histórico, sms, notificações de todos os programas, transferir arquivos, etc .

5-A bateria do iPhone é muito fraca. 10 horas de autonomia é o máximo que consegui em dias que usei pouco. Quando eu precisava usar minha autonomia era de apenas 6h. No Android consigo tranquilamente 12h com tudo ligado (bluetooth,gps, sincronização em segundo plano, wifi e 4G) e usando normal ( instagram, face, sms, etc ). E quando uso pouco bate fácil 18h. Para quem vive na rua e trabalha 10-12 e até 16h longe de tomada, isso pesa muito.

6-Youtube não funciona em modo paisagem. Então tem que fazer a busca com o iPhone na vertical e virar para assistir fullscreen. Termina o video e volta para vertical, clica e volta para paisagem….. loucura. No Android você pode ficar 100%  do tempo em paisagem.

7-No iPhone não existe app/função que desabilite a proteção de senha quando está em casa ou em um lugar pré determinado (wifi, bluetooth, etc) – No Android existem algumas boas opções. Facilita muito não ter que digitar a senha toda vez que vai desbloquear dentro de casa ou do carro.

8-Só existe uma opção de desbloqueio de tela no iPhone: Senha – No Android pode usar senha, desenho, reconhecimento facial e NFC

9-Ter que digitar a senha da loja a cada compra. Ok, se você digitar a senha tem alguns minutos para comprar sem precisar redigitar, mas passando o prazo já precisa novamente. No Android posso deixar gravada a senha ( ou não… mas pelo menos tenho a opção). E como só eu uso meu telefone e tem que desbloquear para ter acesso, não vejo necessidade de ter que digitar a senhas a loja a cada compra.

10- Não existe forma de alerta de notificações . Quando recebe alguma simplesmente liga a tela toda por algum tempo. E se você quiser verificar se há notificações tem que apertar o power ou home (Ok, existe a opção de piscar o led da câmera nos setings para acessibilidade, mas é precário e voltado a deficientes auditivos. No Android existe LED ou Active Screen em aparelhos AMOLED. Você pode configurar cores diferentes para cada notificação ( Led vermelho=SMS; Led Azul=facebook; Led branco=Instagram; Led verde=email ). E também o Android percebe que você retirou o aparelho do bolso ( ou pegou da mesa ) e mostra as notificações, sem apertar nenhum botão.

11-Apps em segundo plano funcionam  de forma mais fraca no iPhone. No Android eles ficam realmente em segundo plano mas em estado freeze. Um exemplo: o app Speedtestnet. No iPhone você minimiza ele e praticamente é a mesma coisa que fechar. No Android quando você minimiza ele e volta a selecionar ele abre exatamente da mesma forma.

12- Não dá para colocar os ícones do iPhone “fora de ordem”( por exemplo um na esquerda e um na direita da tela ) porque ele automaticamente alinha um ao lado do outro.

13- Não tem widget no iPhone – Para quem não conhece, widgets é algo como um banner do programa/função selecionado. Por exemplo: Um widget da previsão do tempo fica mostrando a informação e dessa forma você nem precisa abrir o aplicativo para verificar. Agiliza e ajuda.

14- Não tem widget na lockscreen no iPhone. Bom, se ele não tem widget, era de esperar que na lockscreen também não houvesse. No Android posso colocar por exemplo o do Google Now, e ele me informa notícias, trânsito, jogos, etc sem nem precisar desbloquear o aparelho.

15-Câmera com opções muito limitadas de controle. Exposição, WB, etc só dá para controlar com aplicativos pagos – No Android é de graça e a câmera tem muitas funções, como câmera lenta, photosphere, little planet, etc

16- iPhone não tem NFC – Para quem nunca usou parece não fazer falta. Mas basta experimentar para ver que é bem interessante e útil.

17-Arquivos abertos pelo Dropbox ficam apenas para visualização. No Android eu clico no arquivo ( xls, doc ) e já posso visualizar e editar.

18-As notificações não apagam automaticamente da barra. Ou você clica nelas ou no “x”para apagar. No Android se eu abrir o programa ele já apaga a notificação da barra ( e ainda tenho a opção de clicar ou “arrastar para o lado”para apagar ( que é muito mais fácil do que clicar no “x”). Se quiser posso apagar todas as notificações com apenas um botão.

19-Se eu estou visualizando uma foto na galeria e quero editar ela no snapseed, no iPhone eu tenho que fechar a galeria, abrir o snapseed e aí selecionar a foto. No Android basta eu clicar no ícone “compartilhar”e selecionar o programa que eu quero que ele já abre com tudo pronto.

20-Não dá para trocar o launcher ( aparência ) do iPhone. São todos iguais, com a mesma forma. No Android você tem inúmeras opções, inclusive uma que deixa ele igual ao iPhone (!!!)….kkkk

21-Bluetooth atua de forma mais limitada no iPhone

22-Músicas no iPhone… ah, instale o iTunes no seu computador para coordenar as músicas do iPhone e vai entender o porque acho muito ruim. Programa lento, ruim, e no fundo você não consegue simplesmente “colocar”música no aparelho. Tem que “colocar”no iTunes e sincronizar no aparelho. No Android basta arrastar um arquivo mp3 que ele já entende e passa a fazer parte da biblioteca de músicas.

23-Você não consegue manipular anexos de email como arquivos no iPhone. O que é foto vai para a galeria, etc. No Android você pode salvar na pasta que quiser e manipular: trocar nome, compactar, mover, anexar, compartilhar….

24-No iPhone não tem como configurar um período de conexão de email para cada conta – Para quem usa várias contas com finalidades diferentes ter que conectar todas ao mesmo tempo não tem necessidade

25-Design do iPhone é muito bonito mas nada funcional. Ele ser de vidro ou alumínio é lindo. Mas escorrega demais da mão, forçando a usar uma capa protetora, que elimina a “beleza”. Sem lógica nenhuma.

26-WIFI fraco: Aqui em casa quando o Android está com um risco de wifi o iPhone nem acha a rede.

27-Não dá para definir qual programa será prioritário para cada ação. No Android eu posso baixar um novo app de galeria (por exemplo… pode ser um office, câmera, etc) e definir como aplicativo padrão para o sistema.

28-Não tem o botão “voltar”. Ok, quando você clica em alguma coisa no topo esquerdo da tela aparece uma flecha ou um “X”. Mas o botão voltar no Android faz mais que isso. Alterna entre os programas e inclusive “minimiza” o programa voltando para a homescreen.

29- Não tem opção de ditar o que quer escrever e o iPhone preencher ( por exemplo uma conversa do Whats enquanto dirige ). No Android tem um ícone de um microfone no teclado que você clica, ele abre o microfone, você fala e ele converte em texto.

30- Deixei esse por último, mas considero o mais importante: Usar o sistema de reconhecimento de voz do Google no Moto X coloca  a SIRI em depressão profunda (lembrando que a SIRI não fala português, e o Google Now sim). Com a tela bloqueada você conversar com o aparelho é fantástico. Dá para programar alarme, mandar mensagem, fazer ligação, pedir para ler as notificações, perguntar uma informação, solicitar uma rota no mapa…. tudo sem encostar no aparelho.

Bom, esses foram alguns dos pontos que me fizeram voltar correndo para o Android. Lembrando que meu uso é hard e baseado nos apps do Google: pesquisa, mail, drive, etc. Para muitas pessoas o iPhone funciona super bem, e isso é ótimo. Existe muito preconceito com relação ao Android porque as primeiras versões eram muito ruins. E também usar um aparelho de R$300 será sempre uma experiência traumática. Mas como estamos falando de iPhone e seus valores exorbitantes, hoje tem muito aparelho Android excelente na faixa de R$1mil, lotado de recursos e qualidade, que nada fica devendo para a maçã; pelo contrário, traz esses recursos que eu mencionei.

UPDATE #1

31-Não é possivel trocar o teclado do iPhone. No Android uso o Swiftkey, que tem um sistema de previsão de textos baseado na análise do que escrevo ( ele aprende com meus emails, sms’s, twitter, etc ) e é muito mais preciso, só que no iPhone ele não está disponível em Português. Além disso o teclado do iPhone é limitado: para colocar “#”você tem que pressionar 3 teclas !!

UPDATE #2

Durante os 30 dias que usei o iPhone tive aplicativos que travaram. BH Photovideo, OLX e Facebook são exemplos. E também tive um bug que ele não compartilhava minha foto de jeito nenhum e só consegui depois de reiniciar o aparelho. O screenshot está no meu facebook…. Vamos parar com esse mito do aparelho perfeito, porque isso não existe. Não importa o sistema ou fabricante: se é eletrônico/informática, vai dar pau.

UPDATE #3

Estou assistindo a WWDC – conferência mundial de desenvolvedores Apple – e apresentaram o iOS 8, que vem suprimir alguns dos pontos que mencionei. Mas ainda não está disponível….

UPDATE #4 (via celular)
No IPhone não existe um controle para câmera DSLR que não use um hardware externo Bluetooth ou IR. No Android você liga a câmera no USB do aparelho e tem inclusive liveview

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Backup, HD’s, Raid e qual sistema usar ? As dúvidas do fotógrafo de casamento e do fotógrafo de evento

Olá ! Depois de um tempo sem postar resolvi reinaugurar o blog com um post que está mais para um artigo do que para uma postagem comum. Hoje vou falar um pouco sobre minha experiência com sistemas operacionais, formas de backup e dar dicas de armazenamento dos arquivos. Esse é um assunto extremamente longo, portanto vou me concentrar em detalhes que julgo serem indispensáveis.

E aí, Mac (OsX) ou PC (Windows) ?
Eu tenho os dois e posso afirmar que ambos são excelentes. Se for PC, tenho uma dica muito importante: Não economize. Compre um micro muito bom, de uma marca reconhecida. Dessa forma você vai ter um PC tão estável e confiável quanto um Mac. E se for fazer upgrade de memória RAM ou HD compre de lojas confiáveis e escolha sempre a linha de alta performance. O grande problema dos PC’s é que tem muito componente ruim, e aí o Windows leva a culpa. Uso um Vaio com Windows 8 e é incrivelmente estável. O maior problema é comparar um Macbook de R$8mil com um Notebook CCE de R$1mil. Eu gosto da linha Vaio (Sony), do Alienware (Dell) e do Avell (customizável). Tenha em mente que notebook PC de alto desempenho não sai por menos de R$4mil

RAID?
Uma solução muito boa ( e que não é cara ) é montar um sistema de RAID 1 para o computador. No sistema RAID 1 você usa dois HD’s de tamanhos iguais, e o sistema vai gravando a mesma coisa nos dois HD’s. Então se um parar, o outro HD continua como reserva. Em desktops é muito fácil fazer. Em notebooks que possuem drive de CD existe a possibilidade de retirar o drive e colocar um HD a mais. Fiz isso no meu e recomendo. Aproveitei o drive colocando em um case externo, e ganhei confiabilidade no meu notebook. No próximo post eu vou explicar como fiz com custo baixo.

Desktop ou Notebook ?
Aqui é uma discussão sem fim, do mesmo estilo do Mac x PC e Canon x Nikon. Durante anos eu editava somente no desktop. Os monitores de notebook eram ruins, e o próprio notebook era lento e muito caro se comparado com o desktop. Isso sem mencionar a bateria que não durava mais de 1h em edições. Mas a tecnologia evoluiu, os preços caíram e por uma questão de mobilidade, segurança e economia hoje só utilizo notebook. Economia ? Sim…. ao invés de comprar um desktop caro e um notebook razoável, investi em um notebook muito bom. Apenas um investimento, mais simples e fácil de administrar. Vejo algumas outras vantagens no notebook hoje: mobilidade (óbvio, mas não custa mencionar), bateria (melhorou muito, permitindo horas seguidas de edição), segurança (se a luz acabar você não perde nada – apesar de que nobreak no desktop para fotógrafos deveria ser item obrigatório ), conexão ( ligar na TV, monitores externos, etc ), etc.

NAS ou Drobo?
Uma outra opção de backup é a utilização de hardware externo, muito útil para os arquivos em geral ( grande quantidade de dados ). Eu considero o Drobo a melhor solução pela facilidade de troca de HD’s e expansão do espaço disponível. O ruim é que no Brasil os valores para o Drobo estão muito alto. Então o NAS acaba sento uma solução mais econômica, apesar de não ser tão prática.

E vocês, que solução costumam usar ?

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Copa do mundo de Judô – fotojornalismo, ISO e formato de arquivo

Eu já falei sobre diversos assuntos aqui no blog, e agora quero falar um pouco sobre fotojornalismo. Quero aproveitar as recentes polêmicas sobre “RAW x JPG” e “ISO 50 x 3200” para colocar alguns pontos importantes e relatar na prática quando a escolha tem que ser feita e nem sempre pode ser considerada “a melhor”. E justamente vale lembrar que o melhor não é único e verdadeiro, e o JPG pode sim ser melhor que o RAW ( antes de você começar a achar que eu estou errado, peço que tenha paciência que vou explicar até o fim do post….. Prometo!)
Para “ilustrar” esse post, vou contar sobre uma pauta que fiz aqui em São Paulo. Quem gosta de judô com certeza ficou sabendo que nossa cidade sediou a Copa do Mundo de Judô. E eu fui clicar para a Confederação Brasileira de Judô, o que trazia além da responsabilidade, a obrigação de ter muitas fotos, de várias lutas, além de outros detalhes. Vou restringir o assunt do post somente sobre as lutas, que é perfeito para ilustrar minhas colocações. Então vamos falar de ISO… Meu amigo Adriano Gonçalves criou uma polêmica enorme ao falar que ISO alto é ruim porque granula, mesmo nas Full-frames. Aqui entra um detalhe enorme: qual será o uso da imagem? O Adriano imprime em papel especial, fine art, grandes tamanhos. E ele não curte ruído ( nem os clientes que ele atende ). Totalmente justificável. Por outro lado meu outro amigo Allan Elly usa sem medo ISO alto e sabe até que limite pode ir. Mas vamos para minha situação…..
Quem já fotografou no ginásio do Ibirapuera sabe que a iluminação lá, mesmo depois das reformas, não é assim “uma brastemp”. Isso já cria uma limitação. E lembram o que estava rolando? Não…..não era xadrez. Era judô, um esporte que os golpes são rápidos, e ter uma velocidade de obturador que mantivesse a nitidez desejada com aquela luz precária só seria possível usando ISO alto. Nem uma 200mm 1.8 ( sim…essa lente para Canon existe! ) seria a solução com ISO 400. E antes que alguém pergunte, flash é proibido para não atrapalhar os atletas. Solução? Trabalhei com ISO entre 2500-4000, o que me permitia brincar um pouco mais com a velocidade preservando a profundidade de campo necessária. Resumindo o primeiro dilema: Algumas situações é necessário ISO alto, e não adianta ter técnica, pois é uma limitação física/matemática ( luz/sensor/lente/movimento). E em fotojornalismo a “arte” tem outra conotação, e a foto considerada “vendável” pelos editores tem muito mais a ver com contexto, momento e composição do que ruído. A grosso modo, quem repara nas capa de jornais e revistas acaba vendo fotos com muito ruído mas carregada de informação, efetivando o motivo dela estar ali. Pronto….já podem comentar sobre a primeira polêmica do post. Então vamos para a segunda….. Qual formato de arquivo usar.
Antes de começar já aviso os mais apressados: é claro que RAW tem mais qualidade, liberdade de edição e permite corrigir mais os erros do click. Mas em contrapartida exige uma conversão e um tratamento individual. Agora vamos volta a minha situação:
Estava fotografando três lutas simultâneas durante as eliminatórias, duas durante as disputas de bronze e felizmente apenas uma na disputa do ouro. Eu tinha que enviar as fotos por ftp para uma agência, que estava disponibilizando online no site. Recapitulando: na melhor das hipóteses eu estava fotografando uma luta, descarregando as fotos, selecionando, fazendo resize e subindo para o ftp. Para quem acha que dá para fazer isso em RAW, vou colocar alguns números: o JPG full da minha câmera tem aproximadamente 20% do tamanho do arquivo RAW ( uns 30mb ) Vamos imaginar 100 fotos por luta. Em JPG são 600mb, e em RAW ridículos 3Gb !!! Quanto tempo levo para descarregar, selecionar, tratar e converter 3Gb em comparação com 600mb ( lembrando que os 600mb não necessitam de conversão pois está em JPG )? Essa rapidez e praticidade que o JPG tem, em algumas ocasiões, principalmente no fotojornalismo, é imbatível. E o ganho de qualidade pelo RAW não é percebido por causa das mídias utilizadas e tamanhos de ampliações. Claro que sei quando preciso usar RAW, e seleciono ele no menu com a maior felicidade, mas também sei reconhecer quando ele passa a ter mais aspectos negativos do que positivos, e nessa hora não tenho medo do JPG. E justamente esse “medo” do JPG acaba trazendo muitos para o RAW. Grande parte dos que migram para o RAW por medo é por insegurança, já que justamente a edição e recursos do JPG permitem menos erro. Tem os que migram para o RAW porque precisam dessa flexibilidade e ganho na qualidade. E tem aqueles que fotografam em RAW sem entender a vantagem, apenas porque todos falam que é melhor. E para esses últimos, um aviso: não adianta usar RAW e converter todas da mesma forma, em um click, no LR. É praticamente igual a usar o JPG….. Leia um pouco mais sobre o formato e o que ele proporciona, e gaste um pouco mais de tempo com a edição, e verá a diferença.
Bom, falei do ISO e do RAW, e faltou um complemento contando sobre o Judô. Lembra que mencionei o tamanho dos arquivos? Então vamos a outro detalhe, que muitas vezes passa despercebido.
Eu estava com duas câmeras com grip, três lentes, dois flashes, pilha, bateria e um monopé. Esse era só o equipamento de fotografia. Ainda precisaria de um notebook, fonte e modem 3G. Nesses casos levar o iPad e fazer tudo por ele é muito melhor, já que o tamanho, peso, 3G embutido e duração da bateria juntos fazem ele o parceiro ideal do fotojornalista. Poderia ter levado um notebook ? Sim…. Mas tem os pontos negativos que já mencionei. Acho que poderia continuar o post, agora falando sobre iPad x Notebook, mas chega de polêmica por hoje. E como quis mostrar, para mim não tem o certo ou errado, apenas situação mais apropriada para determinado recurso. E você, usa sempre RAW ou JPG ? ISO alto ou baixo ? Deixe sua opinião! E para finalizar, uma foto do celular mostrando eu na área de imprensa. :)).

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Guto Marcondes – fotografia
Twitter: @gutomarcondesbr

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Evento corporativo – Foz do Iguaçu – considerações para fotógrafos que viajam

Cataratas em foz do Iguaçú - foto: Guto Marcondes

Olá amigos fotógrafos e leitores ! Hoje esse post será especial, pois vai tratar de um assunto delicado envolvendo o fotógrafo, seu equipamento e a aduana. Vou contar a minha experiência e todas as informações que consegui reunir antes da minha viagem para evitar dor de cabeça.

Vou começar contando um pouco sobre o motivo da minha viagem: Fui contratado para fotografar o congresso anual de uma associação que envolve altos executivos. Esse congresso seria realizado em Foz do Iguaçu, e para quem não sabe, Foz fica na tríplice fronteira, que engloba Brasil, Argentina e Paraguai. Justamente por esse motivo, é o destino preferido das pessoas que querem aproveitar a viagem para fazer compras com preços convidativos. Então eu já sabia que a fiscalização na aduana seria total, e que o fato de eu estar com muitos equipamentos poderia me trazer dor de cabeça. Resolvi então começar uma extensa pesquisa sobre as novas normas de viagem, a extinção da Declaração de Bagagem e outros detalhes. Encontrei informações diversas e desencontradas, inclusive dos fiscais que pude conversar em outras situações.

Com toda essa confusão gerada e essa “desinformação”, juntei todo o equipamento que precisava e fui para Foz. Na ida, não há problema. A volta é que é mais complicada, porque oo Aeroporto de Foz é diferente. A sala de checkin é interna, e logo após fazer o checkin você entra em uma fila do raio-X, mas não é o de segurança, e sim o da aduana. Claro que quando eu vi isso já sabia que seria parado. Chega a minha vez, coloco a mala com as roupas e em seguida a mala com os equipamentos. Mal ela entra no raio-X e a esteira é paralizada. Fica assim uns segundos e volta a funcionar. Vou do outro lado retirar a bagagem e junto comigo chega uma fiscal da aduana, que gentilmente ( verdade, ela foi gentil e não estou sendo irônico ) pede para que coloque a minha mala no balcão e abra. Pergunto se é a mala maior ou a menor, e ela pede a maior ( que é a de roupas ). Nessa hora ainda pensei que eles tinham assustado com meu pack de pilhas, que no fundo pode parecer munição de arma ( já fui parado duas vezes por isso em raio-x ) . Abri a mala ainda brincando e falando que já até sabia o que era, peguei as pilhas e mostrei. Ela olhou e continuou mexendo na mala, como que procurando algo. Aí a fiscal fala: “Acho que é a outra mala. O que tem nela ?”. Sem demorar, sou honesto e respondo: “tem MEUS equipamentos de fotografia.”. Coloquei a mala e abri: 2 câmeras, 3 lentes, 2 flashes, notebook… enfim, muito mais do que o normal. Ela olha tudo minuciosamente, agradece e diz que posso fechar a mala e seguir viagem. Ufa !! Respiro aliviado e volto para casa.

Opa… peraí….. e cadê as informações que foram prometidas no início do post ???? Verdade….. então vamos as dicas que usei e que com certeza ajudaram. Claro que elas não não garantias que você possa passar imune na fiscalização, mas podem ajudar.

1) Nunca minta para o fiscal. Se ele perguntar, responda o correto. Eles sabem identificar um item novo e diferenciar de um usado. Da mesma forma eles sabem ( ou tem como consultar ali mesmo ) quanto custa cada item. -E foi o que eu fiz quando questionado sobre o que tinha na minha mala

2) Se está viajando a trabalho, obviamente suas câmeras são usadas. Guarde os cartões com as fotos, e saiba aonde estão os riscos e detalhes de uso que podem ajudar a comprovar que o equipamento não é novo. – Eu tinha nos cartões fotos de eventos anteriores e daquele, por precaução

3)Parece besteira, mas pode ajudar sim: Se você trocar a alça da câmera por outra diferente da original, também ajuda na caracterização de item usado. – Minhas duas câmeras usam strap da Optech, todo preto.

4)Se tiver MTB de jornalista ou repórter fotográfico, esteja com ele em mãos. Isso porque a legislação diz que você pode transitar com os equipamentos destinados ao exercício da profissão, o que por si só já justificaria as câmeras. – eu deixei meu MTB bem à mostra, na lateral da mala.

5)Leve a apólice de seguro ( se tiver ). Apesar do seguro não valer no exterior ( em Foz vale porque ainda é Brasil ), pode ajudar a comprovar que os equipamentos já eram seu. – A minha via da apólice estava junto com o MTB

6)Nunca, nunca mesmo, leve caixas. Parece óbvio, mas não custa avisar. Se estiver com caixa, fica parecendo novo. – Até os meus flashes eu tirei do bag Canon e coloquei em um saquinho de tecido comum.

7)Aqui alguns detalhes que podem ( ou não… mas nessa hora tudo vale ) ter ajudado também. Apesar dos meus equipamentos estarem na mala, eu coloquei eles dentro do nowbomb. E na cinta do nowbomb tem escrito PRESS ( Imprensa ). Minhas lentes estavam sem a tampa frontal ( todas ), e com filtro ( o anel dos meus filtros estão bem riscados ). Minhas câmeras tem black tape em algumas partes, e o flash também ( acaba ficando um aspecto de equipamento “remendado”. Eu coloco com outro objetivo, mas pode ter ajudado.

Então é isso…. é uma pequena parte da experiência que passei levando muitos equipamentos e passando pela aduana. Meu intuito é ajudar os amigos fotógrafos que precisam viajar e tem receio da volta. Se você está lendo isso e pensando em trazer “muamba”, não é esse meu objetivo e desaconselho.

E você, tem alguma experiência ou dica para compartilhar ? Comente ! Escreva !

Valeu !!

Guto Marcondes – fotógrafo

(11) 9484-7337

twitter: @gutomarcondesbr

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Evento Corporativo Internacional – Buenos Aires

Olá caros leitores ! Estou de volta escrevendo, tentando manter uma regularidade nos posts e evitando um gap muito grande entre eles. Então hoje eu vou contar sobre um job que fiz mês passado para uma multinacional. Foi uma premiação, e os funcionários premiados ganharam uma viagem para a Argentina, com tudo pago. E eu fui junto, para fotografar ( claro…rs ). Para não ficar confuso, vamos desde o começo…..

Como a viagem era internacional, o vôo saia de Guarulhos. Meu embarque era 6 da manhã, mas aí tinha um problema: Ir de carro para GRU é roubada; acordar a esposa para levar de madrugada é loucura; sobra então o ônibus da Tam. Só que o primeiro ônibus da Tam chegaria muito em cima, e como sou precavido, preferi pegar um horário antes, que era o fretado “Airport Service” ( muito confortável, por sinal ). Então coloquei o despertador para 02:30h. Tocou, levantei, liguei para o tacxi, entrei no ônibus, desci em GRU. Essa parte eu contei desse jeito porque eu acordei meio zumbi, então fiz tudo no automático e a sensação que tive é que tudo durou apenas alguns minutos.
Quando cheguei no Aeroporto Internacional a primeira coisa que fiz foi parar no café. Eu sabia que chegando na Argentina seria tarde para o café do hotel e cedo para o almoço, e precisava aguentar. Tomei um espresso ( que adoro ) e comi uns salgados. Estava super cedo ainda, e então em uma idéia louca resolvi ir para o free-shop. Felizmente o free-shop da área de embarque é pequeno e tem pouca coisa, então gastei um pouco só em chocolate ( outra coisa que adoro ).Acabei encontrando com mais algumas pessoas da empresa e com o pessoal da equipe de vídeo. Não tinha que cobrir o embarque, então mantive a câmera guardada. Embarcamos na aeronave, portas em automático, e mais de 30 mil pés de altitude e 850 Km/h nos levaram a Buenos Aires.
A chegada foi bem tranquila. O piloto fez um pouso inacreditável…. e de tão suave que foi alguns passageiros bateram palma ( confesso que nunca tinha visto isso: o pouso muito suave e as palmas…rs ). Passei no free-shop que fica no caminho da esteira de bagagem, tentando evitar as tentações, e fui para a imigração. Aí é aquele praxe: Veio fazer o quê ? Fica quanto tempo aqui ? Está sozinho ? Vai ficar hospedado em qual hotel ? Hãããããã ? Qual hotel ?!
Se eu contar que eu não sabia o hotel que eu ia ficar vocês acreditam ? É a pura verdade…. Estava tão tranquilo com a viagem e sabia que o transfer me esperava no desembarque que nem me preocupei com o nome do hotel. Mas a Sra. com cara de poucos amigos da imigração queria ( e muito ) essa informação. Por sorte próximo de mim na fila estava o pessoal da equipe de vídeo. Não tive dúvidas: “Qual é o nome do NOSSO hotel?”
“Nosso” foi ótimo, porque eu nem sabia se ficaríamos no mesmo hotel. Mas foi esse mesmo que passei para a Miss Simpatia, que carimbou minha entrada e disse “Não perde e devolve na saída do país”. Ufa ! Ainda bem que era na Argentina, porque se fosse nos EUA seria deportado sem sombra de dúvida. Afinal, qual o sujeito que viaja e não sabe o nome do hotel que vai se hospedar ? Só o Guto mesmo. hahahahaha
Saí pela porta automática pisando finalmente em terras internacionais e lá estava o rapaz com a plaquinha, pronto para levar todos ao hotel. Nessa hora que descobri que era o mesmo hotel para todos, então não havia mentido para a imigração ( ufa ! ). Chegamos no hotel era próximo das 11h, para fazer o check-in direto. Levei as malas para o quarto, e resolvi aproveitar a uma hora que eu tinha livre antes de precisar clicar. Já tinha visto que na frente do hotel tinha um Havanna, e adivinha se eu não fui direto lá tomar um café e comer um chocolate ?
Aqui vai uma observação: apesar de meu inglês não ser fluente e perfeito, sempre achei mais fácil a comunicação quando precisei conversar com americanos do que arranhar no espanhol/castelhano. E essa observação vai começar a fazer sentido nas próximas frases…..
Cheguei no Havanna e já veio um garçom me atender. Agradeci e pedi um café. Aí ele me pergunta três coisas. Assim de surpresa ainda ? Aí que eu não entendi nada… Respiro, presto atenção e ele para ajudar faz uns gestos e………………. Ah, pequeno, médio ou grande ? Uma coisa tão simples; entra para o hall dos micos. Tomei o café e voltei para o hotel. O evento estava começando e precisava clicar. Como foram 3 dias de evento, se eu for contar cada passo aqui o post seria quase o livro do Senho dos Anéis, então vou falar apenas sobre o que rolou uma noite.
Na primeira noite do evento, todos os premiados foram levados para a casa de show de Tango mais famosa: Señor Tango. E claro que eu fui junto para clicar. Mas já haviam me avisado: lá dentro seria praticamente impossível conseguir fotografar. Conforme os ônibus chegavam ao local fui fotografando. E uma hora, com a maior cara de pau, peguei e entrei junto com o grupo. Fiz as fotos nos corredores do local e dentro do salão, de algumas mesas que estavam reservadas para o evento. Acreditando que a sorte estava do meu lado e como eu não queria abusar, fui até a mesa da produção e guardei minha câmera. Foi uma sábia decisão: 15 minutos depois chega o outro fotógrafo, contando o porque só tinha conseguido entrar aquela hora. Os seguranças viram ele com a câmera e não quiseram nem deixar ele entrar na casa com o equipamento. Resultado: deixou ela dentro de um dos ônibus. Eu ouvi, mostrei a minha câmera para ele e fiquei quietinho até o fim do show. Minha cara de pau rendeu as únicas fotos dessa parte do evento, que para o cliente serão importantes ( mesmo ele já sabendo que dificilmente haveria possibilidade de fotografar lá ), e claro também um gostinho de vitória, bem no estilo fotojornalista.
Depois do terceiro dia, muitas fotos e um portunhol mais afiado, hora de embarcar rumo a São Paulo. Viajar é sempre gostoso. Viajar a trabalho é algo diferente e que eu curto bastante. Mas chegar em casa ganha qualquer competição.
Por enquanto é isso amigos leitores. Espero que tenham gostado, e prometo em breve outro post.
Abraços !
Guto Marcondes – fotografia
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Fórmula Truck – Etapa Rio de Janeiro

Olá leitores, tudo bom ? Gostaram do último post sobre minha aventura no navio ? Hoje vou continuar contando sobre jobs fora de São Paulo. Dessa vez foi a cobertura da Fórmula Truck, no Rio de Janeiro. Em 2010 eu já havia feito a cobertura da etapa de São Paulo e da corrida final que fechou o ano, em Brasília. Dessa vez iria para registrar as intervenções que a empresa fez e as ações que ela estava desenvolvendo na arquibancada. Nesse caso específico, eu não tinha nenhuma responsabilidade ou obrigação com a corrida e os caminhões na pista, mas sim o que acontecia fora dela, o que é meio antagônico. Mas estou acostumado com essas situações diferentes e acho interessante porque quebra a rotina.
Como eu disse, o evento era no Rio, então acordei cedo e fui para o aerooporto pegar a ponte aérea. Nunca tinha ido ao autódromo do Rio, mas para tudo tem uma primeira vez. Assim que desembarquei fui ao guichê de taxi, e lá deixei R$115 referente ao percurso DE IDA!!! Mas tudo bem, já que existe reembolso de despesas por transporte. Cheguei no autódromo mas ainda tinha um problema: estava com a credencial de área VIP, que não dá acesso para as arquibancadas ( que era o local aonde eu tinha que ficar ). Liguei para meu contato, e depis de tocar várias vezes, ca na caixa postal. Deixei recado, mas ao invés de ficar parado resolvi começar: montei o equipamento e comecei a fotografar tudo que fazia parte da intervenção e ação da empresa. Depois de uns 30 minutos e ainda sem resposta do contato responsável, chegou a hora de entrar em ação o lado fotojornalista: fui até a portaria e em 2 minutos estava na arquibancada…rs
Lá fiquei durante todo o dia, até o fim da corrida ( que foi por volta das 15h ). Aí era hora de ir embora. O problema era enfrentar a multidão com todo o equipamento e ainda caminhar na rua um bom pedaço para conseguir pegar um taxi. Desmontei o equipamento, guardei no now-bomb, tomei fôlego e fui embora. Depois de uns 20 minutos de caminhada e mais uns 15 minutos de espera, consegui um taxi por R$100 para o aeroporto. Cheguei no Santos Dumont, e por uma sorte consegui adiantar meu vôo de volta para casa, o que me proporcionou chegar com mais antecedência, ajudando na hora de baixar as fotos, separar e subir no FTP.
E assim termina mais um job. No próximo post vou conta sobre um corporativo que fiz na Argentina que foi bem legal. Espero que continuem acompanhando.
Abraços !

Guto Marcondes – fotógrafo
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Evento corporativo – cruzeiro no Splendour of the Seas


Olá queridos leitores ! Mais uma vez começo um post me desculpando pelo gap existente desde a última postagem. Desde que apertei o “postar” pela última vez muita coisa aconteceu e tive que priorizar a fotografia, deixando o blog um pouco parado. Mas eu não aguento de saudades de escrever e contar mais sobre as aventuras que a profissão de fotógrafo traz e me proporciona. Hoje por exemplo vou falar sobre um evento que fotografei em fevereiro em um navio de cruzeiro, o Splendour of the Seas. Era uma etapa de um programa de incentivo de uma multinacional, e havia algumas atividades a bordo e uma atividade o dia inteiro em terra, no dia de navio atracado. Então vou contar desde o começo, porque tem alguns detalhes que só quem já viajou de navio sabe, e nem todos ainda tiveram essa prazerosa diversão ( para quem não enjoa, claro ! ).
O navio sai de Santos, uma cidade que fica a uns 70km de Sampa. Então o mais fácil é pegar o transfer do navio, que sai do aeroporto de Congonhas ( que fica perto da minha casa ). Saí sexta cedinho e fui para lá. Cheguei e encontrei alguns participantes e o staff. Dessa hora até Santos nem tem o que contar. Cheguei no porto de Santos e fui logo fazer o check-in e pegar meu cartão de embarque. Na saída do check-in tinha um guichê do evento, que auxiliava os participantes após pegarem o cartào de embarque. Então precisava fazer umas fotos desse processo, mas para todo lado haviam placas de “proibido fotografar”. Muitas vezes o cliente precisa da foto, e com o fotojornalismo na veia, já tinha bolado uma forma. No final nem precisei me preocupar, pois o outro fotógrafo que estava comigo tinha chegado no transfer anterior e já havia conseguido fotografar. Bom, então era hora de embarcar. Raio-X, documentos e bem vindo a bordo ! Fomos direto para a cabine, que ficava na popa ( atrás ). Como o processo de embarque em navio é lento e ia durar o dia inteiro, aproveitamos para fazer um reconhecimento. Demos uma boa volta, subimos pelos decks, descemos, entramos no teatro, salões, etc. Aproveitamos também para já adiantar um pouco o planejamento dos acontecimentos. E o dia chega ao fim com o navio zarpando rumo ao Rio de Janeiro, mais especificamente Búzios. E para começar o evento haveria um meeting com todos os participantes. A noite e o meeting foram tranquilos, pelo menos para mim que não tem problemas com o balanço do navio. Mas posso dizer que pelo menos uns 30% dos participantes estavam de alguma forma passando mal. Alguns nem sairam da cabine……. Uma pena. No meeting não teve nada de especial para contar, exceto que tinha um grave problema com a luz: local escuro, luzes coloridas nos apresentadores e alguns horríveis espelhos no teto que acabaram por inviabilizar o flash rebatido. Um pouco de flexibilidade e achei um “canto” que o flash rebatido não refletia no espelho, e priorizei essa localização, mas sem ficar estátua no local porque senão as fotos ficariam todas no mesmo ângulo. Então vamos logo ao dia seguinte, que é o dia que ficamos em Búzios.
Eu já viajei em cruzeiroma lazer, e sabia como era o esquema de desembarque. Então levantamos cedo, tomamos café da manhã e já entramos na fila, pois precisávamos ser um dos primeiros a desembarcar. O dia estava bom, e isso ajudou bastante porque ficaríamos o dia inteiro ao ar livre. Se chovesse, nem sei o que aconteceria….
Durante todo o dia acompanhamos as atividades na praia e em uma locação reservada pela produção. O tema do evento era “cinema”, e montaram duas locações completas. Paralelo a isso tinha uma uma sala de edição e um estúdio de croma dentro do navio aonde um grupo de participantes revezava com o pessoal em terra, forçando que a gente ficasse nesse caminho terra-navio. Mas como eramos em dois fotógrafos, foi fácil coordenar. No final do dia voltamos todos ao navio porque ele ia zarpar para um dia inteiro navegando ( e claro com o evento rolando ). Chegamos a bordo cansados do sol e de ficar em pé, mas ainda tinham algumas horas de job. Banho, troca de roupa, janta e vamos a mais um meeting, sem muito o que falar. Chegamos então no domingo. Seria um dia inteiro a bordo, o que facilitaria pois os participantes teoricamente ficariam mais acessíveis. Mas como costuma acontecer em alguns eventos assim, alguns passaram mal pelo balanço do navio, outros estavam mais preocupados com a piscina e os que se dedicaram ao evento se divertiram também. Eles tinham que editar o filme que fizeram no sábado para apresentarem, coincidentemente, na noite do Oscar. Acompanhar a edição foi bem engraçado, e rendeu algumas boas fotos. O legal é que a ilha de edição ficava no meio do caminho de outros locais, facilitando nosso trânsito entre cabine, sala de produção, etc.
Chega a noite e vamos para o jantar com o capitão. Respiro aliviado por estar trabalhando e não precisar ficar de roupa de gala ( hehehe ). Comida excelente, e nosso garçom era brasileiro, mas o auxiliar dele mal falava Português, rendendo boas risadas poismo inglês carregado de sotaque indiano que ele falava confundia algumas palavras. E o jantar termina com um show dos garçons , bem interessante. Mais alguns cliques e fomos todos para a apresentação dos filmes, palavras da diretoria, premiação e tudo que envolve encerramento de evento corporativo. Infelizmente foi naquele mesmo local dos espelhos no teto e luzes coloridas, lembram ? Sempre na hora fico meio tenso pelas dificuldades, mas essa adrenalina é legal. E foto sem dificuldade é muito comum….. Gosto dos desafios.
Termina o evento, descarregamos as fotos e já estávamos chegando em Santos, para desembarcar logo cedo.
E assim fecho com chave de ouro outro evento corporativo.
Espero que tenham gostado desse relato….. Em breve posto mais uma aventura…..
Grande abraço para todos!

Guto Marcondes – fotografia
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